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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Rede de Colegiados do Maranhão Participa de Apresentação do Programa Brasil Sem Miséria para Colegiados Territoriais em Brasilia.
14/12/2011 05:32
Acabar com a miséria dos brasileiros que vivem em condições de extrema pobreza é o grande  desafio do programa Brasil Sem Miséria, implementado em junho deste ano. O programa foi tema da palestra da assessora do  Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Simone Gueresi, nesta quarta-feira (14), no segundo dia da Reunião Interinstitucional de Planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT/MDA) com a Rede Nacional de Colegiados Territoriais (RNCT). O evento prossegue até quinta-feira (15), reunindo representantes das 26 redes de colegiados estaduais, em Brasília.
Nos últimos dez anos, cerca de 28 milhões de brasileiros superaram a condição de pobreza. No entanto, 16 milhões ainda se encontram nessa situação. Para superar este problema, o governo federal criou o Programa Brasil Sem Miséria, que aperfeiçoa e amplia o melhor da experiência brasileira na área social. “É importante ressaltar que o Brasil Sem Miséria (BSM) não vem para substituir todas as outras políticas já existentes. É um programa que se dispõe a olhar para um público específico” afirmou Gueresi.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 7,6 milhões de pessoas extremamente pobre no meio rural, totalizando 1,73 milhão de domicílios. Destes, 66% estão na região nordeste. Os números foram apresentados durante a palestra, que reforçou a necessidade de cooperação entre os ministérios com diversos programas de superação da pobreza e inclusão social e os Colegiados Territoriais para o mapeamento da pobreza no Brasil.
O público inicial do BSM abrange agricultores familiares, assentados da reforma agrária e quilombolas. As principais estratégias ampliadas pelo MDA e pelo Incra foram apresentadas durante a explanação. Garantia da safra, documentação da parcela pobre rural, prioridade nas ações de apoio para o comércio da produção, prioridade em ações fundiárias e investimentos coletivos nos territórios foram as principais estratégias estabelecidas para a inclusão produtiva rural.
Simone Gueresi destacou que “50 mil famílias estão entrando no programa, que começa pelo Nordeste, estado que reúne 60% da população rural, pelo norte de Minas Gerais, e pelos Territórios da Cidadania.”

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